Consultório como negócio

O mínimo que um gestor de tráfego tem que fazer

Existe um piso do que um gestor de tráfego precisa manter rodando numa conta de anúncios — conversão configurada corretamente, termos de busca revisados toda semana, campanhas segmentadas por dor, página de destino coerente com o anúncio, testes com hipótese registrada e relatório com custo por conversa. Menos que isso não é gestão: é assinatura mensal com outro nome.

Por que ter um piso mínimo importa

Psicóloga que paga gestão de tráfego pago geralmente não sabe o que deveria estar acontecendo "por baixo do capô" da própria conta. Sem um piso claro pra comparar, fica difícil saber se a mensalidade paga compra trabalho de verdade ou só a manutenção de uma campanha ligada no piloto automático. Os seis pontos abaixo são o que deveria estar rodando sempre, independente do tamanho da verba.

1. Conversão configurada — a certa

O gestor precisa medir conversa e agendamento, não clique no botão do anúncio. Clique é intenção; conversa é sinal real de que alguém quer marcar consulta. Uma conta que só acompanha cliques está otimizando pra métrica errada — e pode até parecer performar bem sem gerar um único paciente novo.

2. Termos de busca revisados toda semana

Um relatório de termos de pesquisa somado à negativação de palavras que não convertem é a faxina que protege a verba — geralmente uns 10 minutos por semana. Sem essa revisão, o orçamento vaza pra buscas que nunca iriam virar paciente (como já detalhado em convênio e preço baixo: 4 filtros que faltam na campanha).

3. Uma campanha por dor

Ansiedade, terapia de casal e burnout são dores diferentes, com buscas diferentes e página de destino diferente. Colocar tudo na mesma campanha dilui a mensagem — o anúncio genérico que tenta falar com todo mundo acaba não falando com ninguém em particular.

4. Página coerente com o anúncio

Quem clica em um anúncio sobre ansiedade precisa cair numa página que fala sobre ansiedade — não em um formulário genérico de contato. Anúncio bom com página incoerente é verba jogada fora: o clique já pago não converte porque a promessa do anúncio não continua na página.

5. Teste com hipótese

Testar uma mudança de cada vez, com prazo definido e registro do que foi alterado, é o que separa otimização de tentativa e erro. Um histórico de alterações vivo — nem vazio, nem caótico — mostra que alguém está de fato acompanhando a conta, e não só deixando ela rodar sozinha.

6. Relatório com custo por conversa

O número que realmente importa é o custo por conversa, não o custo por clique ou o alcance. Esse número precisa aparecer na primeira página do relatório, todo mês — sem ele, o relatório vira decoração: bonito de olhar, mas sem a informação que decide se a verba está valendo a pena.

Como usar esse checklist

Confere os seis pontos contra a própria conta: se todos os seis estão rodando, é sinal de que a gestão contratada está fazendo o trabalho. Se só uma parte está — dois ou três, por exemplo — vale uma conversa séria com quem cuida da conta antes de simplesmente renovar o contrato por inércia.

Perguntas frequentes

Como saber se meu gestor de tráfego está trabalhando de verdade?

Confira se os seis pontos deste checklist estão rodando na sua conta: conversão medindo conversa (não clique), termos de busca revisados semanalmente, campanhas segmentadas por dor, página coerente com o anúncio, testes registrados com hipótese e relatório com custo por conversa em destaque.

Por que medir clique não é suficiente?

Porque clique mede intenção, não resultado. Uma campanha pode gerar muitos cliques baratos sem gerar nenhuma conversa ou agendamento real — o que importa pra um consultório é quantas dessas pessoas viram paciente, não quantas clicaram no anúncio.

Com que frequência os termos de busca deveriam ser revisados?

Semanalmente. É um processo rápido — cerca de 10 minutos — que evita que a verba continue sendo gasta em buscas que historicamente não geram conversa nem agendamento.

O que significa "uma campanha por dor"?

Significa não misturar públicos com necessidades diferentes (como ansiedade, terapia de casal e burnout) numa única campanha. Cada dor tem sua própria busca e merece seu próprio anúncio e página de destino, em vez de uma mensagem genérica tentando falar com todo mundo ao mesmo tempo.

O que é um relatório "com custo por conversa"?

É um relatório que traz, logo na primeira página, quanto custou cada conversa gerada pela campanha — não só métricas de alcance ou cliques. Sem esse número em destaque, o relatório não ajuda a decidir se vale continuar investindo daquele jeito.

Fontes citadas: nenhuma estatística externa citada nesta peça — checklist de prática de gestão de campanhas desenvolvido pela Presença Analítica a partir da rotina de acompanhamento de contas de psicólogos autônomos.

Esse guia é a versão em texto de uma peça que publicamos no Instagram — veja o post original.

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