"Só chega gente de convênio e preço baixo" é a reclamação mais comum de psicólogos que já rodam campanha de tráfego pago. O raciocínio automático culpa o Google ou a plataforma — mas o problema costuma estar no filtro que ninguém configurou. Um termo de busca amplo como "psicólogo" sozinho atrai literalmente qualquer pessoa que digite isso, incluindo quem procura atendimento gratuito.
Negativar palavras como "grátis", "barato", o nome de cada convênio específico, "sus" e "faculdade" (buscas por atendimento em clínica-escola) impede que o anúncio apareça para quem não pode pagar consulta particular. Quem não pode pagar nem vê o anúncio — e não gasta o clique de quem paga.
Incluir a palavra "particular" no texto do anúncio repele quem procura convênio antes mesmo do clique acontecer. A taxa de clique (CTR) do anúncio pode cair — mas o clique que deixou de acontecer era exatamente o clique que não ia fechar como paciente pagante.
Termos de busca mais específicos, como "psicóloga ansiedade [nome da cidade]" em vez de simplesmente "psicólogo", captam uma intenção de busca mais madura e menos concentrada em comparação de preço. Quanto mais específico o termo buscado, mais a pessoa já sabe o que precisa — e menos ela está comparando só valor.
Uma pergunta direta no site, tipo "Atende convênio? Não — atendimento exclusivamente particular", já filtra no próprio site quem ia sumir de qualquer forma no meio da conversa de WhatsApp. É um filtro que não depende da configuração da campanha, e que evita gastar tempo de atendimento com quem nunca ia fechar.
Numa campanha sem filtro, um CPC (custo por clique) de R$ 6 pode gerar 10 conversas e apenas 1 paciente fechado. Com os filtros aplicados, o CPC pode subir para R$ 11 — mas as mesmas 10 conversas passam a gerar 3 a 4 pacientes. O clique individual encareceu; o custo por paciente ficou cerca de 3 vezes mais barato. O objetivo não é atrair quem paga menos por clique — é filtrar quem realmente procura o serviço oferecido.
Porque o termo de busca configurado provavelmente é genérico demais (como só "psicólogo"), sem negativação de palavras como "grátis", "barato" ou nomes de convênios — isso permite que o anúncio apareça para qualquer pessoa, independente de poder pagar consulta particular.
É a configuração, dentro da campanha de Google Ads, de termos que impedem o anúncio de aparecer quando alguém busca por eles — por exemplo, negativar "grátis" e "sus" evita mostrar o anúncio para quem procura atendimento gratuito.
Sim, o CTR (taxa de clique) pode cair. Mas o clique que deixa de acontecer é justamente o de quem procurava convênio e nunca ia fechar como paciente pagante — o clique que sobra tende a ser mais qualificado.
Sim. Uma resposta direta tipo "atendimento exclusivamente particular" no FAQ filtra, já no site, quem ia desistir de qualquer forma durante a conversa no WhatsApp — economizando tempo de atendimento.
Diminui, mesmo que o custo por clique suba. No exemplo da peça original, um CPC de R$ 11 (filtrado) gerou 3-4 pacientes a cada 10 conversas, contra 1 paciente a cada 10 conversas com CPC de R$ 6 (sem filtro) — o paciente ficou cerca de 3 vezes mais barato apesar do clique mais caro.
Fontes citadas: nenhuma estatística externa citada nesta peça — exemplo de conta ilustrativo (CPC e conversão) desenvolvido pela Presença Analítica a partir da prática de gestão de campanhas de psicólogos autônomos.
Esse guia é a versão em texto de uma peça que publicamos no Instagram — veja o post original.
A Presença Analítica monta o sistema completo — site, Google Ads e presença no Instagram — pra psicólogos autônomos, 100% dentro do Código de Ética do CFP.
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